Capítulo II – O Reencontro

 

Um Breve trecho do livro

Estava eu tomando um cafezinho em um dos bares  que costumava ir na cidade, e pedi algo para acompanhar  o café. Logo cedo, estava vazio e somente estávamos eu e o dono do bar. Era um tipo de bar à noite, e durante o dia, servia café da manhã e almoço. Entra então uma moça tão radiante que imagino, a princípio, ser Rô, de tão fissurado que eu estava. Entretanto, notei que era uma antiga amiga do colegial, pela qual eu tinha me apaixonado naquela época. Fito os olhos para ver se ela é quem imaginei realmente. E percebo que era sim, minha antiga paixão.

Aproxima-se de mim assim que me vê, num reconhecimento repentino e certeiro.

– Seu rosto me é familiar, você é o Jack? – ela me pergunta.

– Que bom. Você me reconheceu Clarice! O que fazes por aqui?

– Estou de mudança!

– Não! – grito atônito.

– O que foi Jack, que grito foi esse? Que desespero!

– N… Não… É que… – começo a gaguejar.

– Desembucha!

– Eu não sei por onde começar, é que aqui não é um lugar ideal para você. Entende?

– Não, eu não entendo! Se você sonha que vim por você, está redondamente enganado!

– Eu sei que não afinal, tem muito tempo que não nos vemos. Como seria por minha causa, não é mesmo? Mas eu estou falando algo que nem sei por quê!

– Essa foi boa, não é lugar para mim. Já pensou, Clarice? – ela fala consigo mesma, ironizando!

– Clarice, entenda o que quero dizer, é que…

– Ou é perigoso demais para mim, Jack?

– C… Como assim?

– Não é isso que você quer me dizer? Você se ilude que eu não sei dos acontecimentos estranhos, das mortes e dos desaparecimentos de crianças?

– C… Como você sabe de tudo isso? E quais crianças?

Confesso que ela me pegou de jeito, estava um passo a minha frente, ela sabia de todos os acontecimentos, o que ela não sabia é que eu sei de tudo bem de pertinho. Sinceramente, eu não vi crianças no cerco, além de serem mencionadas no livro. Muito intrigante!

– Sou repórter agora. Pela sua cara de espanto você sabe mais do que pensei!

– Não, eu não sei de nada não!

– Então, o que sabe?

– Sabe o quê?

– Sobre estes acontecimentos?

– Que acontecimentos?

– Não finja que não está entendo, Jack!

– Eu fingindo? Ora essa, claro que não.

– Que não o quê?

– O quê o quê?

– Vamos, responde não me enrola! – se irrita Clarice.

– Você está com frio? Eu posso te arranjar cobertores quentinhos!

– Aff! Você continua o mesmo.

– Bonito?

– Não! Idiota!

– É! Você sempre me dizia que seria repórter. Conseguiu! Meus parabéns! Eu acreditei na sua força de vontade.

– Está fugindo do assunto, senhor sabe tudo?

– Que assunto? Nem falamos de nada, apenas não tenho nada a dizer!

– Sabe, Jack, você foi um ótimo amigo e sempre acreditei em você, e agora não consigo acreditar, pois estás mentindo para mim.

– Pense no que desejar. Só não sei o que faz pensar que minto.

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